A família de Luiz Gonzaga se prepara para acionar a Justiça contra MC
Yuri por conta da música Festa junina da putaria, uma versão
sexualizada do clássico Asa branca. Na faixa, o funkeiro utiliza a
melodia da canção de Gonzaga em um remix com elementos do funk. “Tu vai
sentar, tu vai quicar por cima do meu piru / MC Yuri, manda pra tu / Vem
novinha, senta, quica, trava, arrasta com a x**** no meu piru”, diz a
letra da música em trecho. Após a repercussão negativa, o lyric video
foi retirado do canal Detona Funk no YouTube, mas permanece disponível
em outras contas.
“Deve haver respeito com a obra de Asa branca, afinal, é um hino
nacional”, acredita Rosinha Gonzaga, filha de Luiz. A Editora Moleque,
responsável por administrar os direitos autorais e uso de imagem do
músico pernambucano, está estudando junto a advogados a maneira como
pretende mover a justiça para punir o funkeiro. “Isso é um absurdo com
uma música tão respeitável, a própria Daniela Mercury já decretou que
era o segundo hino nacional. Não sei se ele é jovem ou adulto, a questão
é que isso foi uma falta de respeito com a família e com Gonzaga”,
concorda Rosa Miranda, gerente da empresa.
MC Yuri é natural de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo,
e tem 19 anos. De acordo com seu empresário, que não quis ter o nome
divulgado, a intenção de Festa junina da putaria nunca foi ofender o
público pernambucano. “A música não foi feita com o intuito de ofender o
estado de Pernambuco, foi criada para ser uma forma irreverente de
fazer uma música e a liberdade de expressão está aí. A gente não achava
que ia dar esse problema, tanto que as únicas críticas vieram dos
pernambucanos, porque o resto do público do MC Yuri gostou”, defendeu o
empresário.
O representante do artista revela que um advogado está de prontidão
para cuidar do caso e justifica o uso de palavrões na música: “Ele é um
cantor de funk, é o gênero dele. O funkeiro não vai fazer uma música
gospel, o funk tem essas sensualidades mesmo”. Pouco menos de 24h depois
de ter sido disponibilizado no canal Detona Funk, no YouTube, o lyric
video contava com mais de 30 mil visualizações. Após ter sido retirado
do ar, foi lançado em outros canais e voltou a receber críticas: “Como
um estrupício desse destrói, de uma maneira depravada, um clássico da
música Brasileira que retrata o sofrimento do povo nordestino? ESTOU DE
LUTO SÓ DE OUVIR!”, escreveu uma internauta.
Fonte: Diário de Pernambuco
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