Os homens do Corpo de Bombeiros do Seridó realizaram neste final de
semana um trabalho de retirada de vários enxames de abelhas que estavam
habitando a parede do açude Itans, em Caicó. O trabalho integra o
processo de limpeza da parede que foi iniciado na semana passada e deve
seguir nos próximos dias. Os animais capturados vão seguir para um
apiário adequado para a criação de abelhas.
“Nós já fizemos a retirada das abelhas em alguns pontos da parede e
vamos continuar nos próximos dias para concluir a retirada de todas,
isso vai contribuir para que a limpeza da parede possa ser feita. Fomos
informados que eram 12 pontos, mas nós encontramos até agora 9 locais e
mais outro ponto que é uma espécie de vespa. Podemos encontrar outros
pontos”, explicou o Cabo Rogério.
Para a captura, os militares utilizam métodos tradicionais. “Tivemos
dois casos diferentes: O primeiro era a colmeia já formada e fazemos a
retirada dos favos com os filhotes para dentro de uma caixa. Já quando
as abelhas estão no local a pouco tempo, ou seja, quando os favos não
estão formados, retiramos com mais facilidade as abelhas para um
recipiente. Encontramos essas duas situações em tubulações e em pedras
que ficam na parede”, disse o militar.
Sobre a ideia de exterminar abelhas, o Corpo de Bombeiros alerta:
“Matar abelhas é crime ambiental, é um animal importante para o meio
ambiente, para a produção agrícola, de frutas. Nós fazemos um trabalho
de proteção ao meio ambiente, inclusive caso alguém tenha esse tipo de
animal por perto, é só chamar no 193 que vamos ao local fazer a retirada
de forma adequada”, finalizou.
No Brasil, matar abelhas é considerado crime ambiental de acordo com a
LEI Nº 6905 12 de fevereiro de 1998, em seu art. 29 que fala “Quem
matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre,
nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou
autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”
estará cometendo crime ambiental. A pena para extermínio e de 6 meses a 1
anos de detenção.
Fonte: Marcos Dantas

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