segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Lei impede prefeito eleito faça qualquer contratação, reajuste ou reforma administrativa que traga aumento de despesa


Equipe de Transição do prefeito Samuel Souto ainda não divulgou como encontrou finanças de Ouro Branco 

O prefeito eleito Samuel Souto (PL) e todos os vitoriosos da eleição de 2020 com promessas de aumentar o serviço público e fazer concursos para funcionários encontrarão, no primeiro ano de gestão, uma barreira legal. Custos com o funcionalismo e contratações devem ficar congelados durante todo o primeiro ano de mandato dos prefeitos eleitos. Uma lei aprovada em maio deste ano pelo Congresso Nacional impede a União, os Estados e os municípios de fazer qualquer contratação, reajuste ou reforma administrativa que traga aumento de despesa. 

A regra foi incluída na lei complementar 173, que criou o programa federal de enfrentamento à pandemia do coronavírus. O congelamento de vagas e salários foi a contrapartida a um alívio financeiro de R$ 125 bilhões e à suspensão de pagamentos da dívida com a União, e vale até 31 de dezembro de 2021. Todos os municípios do País estão submetidos à nova regra.

No último dia 04 de dezembro, a equipe de Transição do prefeito Samuel Souto se reuniu na Sede da Prefeitura Municipal de Ouro Branco, com a primeira reunião e única registrada e divulgada. Foram tratados assuntos como os prazos para ser entregue a documentação que precisa ser protocolada na Câmara Municipal e Tribunal de Contas do Estado (TCE). O novo prefeito assume daqui a 10 dias, mas até agora não foi divulgado nenhum dado contábil ou financeiro de como o fim da gestão Fátima Silva está deixando Ouro Branco.

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