Em Ouro Branco, a novela da sucessão municipal para 2020 se configura como uma reprise da eleição de 2012, com vários episódios se repetindo. O cenário em destaque agora é o da possível inviabilidade do nome apontado pela própria gestora Fátima Silva. Samuel Souto, ocupante do cargo comissionado de Tesoureiro, não pode concorrer ao pleito de 2020, por estar no cargo comissionado até recentemente. É o mesmo tipo de impedimento de candidatura do Secretário de Obras Déda Moreira, que teve seu nome também descartado pela Prefeita, quando não permitiu seu afastamento no prazo.
Para concorrer à Prefeitura, Samuel Souto chegou a migrar para o PL, da enfermeira Vitória Silva, irmã da Prefeita, mas pode ter se tornado incompatível pela Lei das Inelegibilidades, de 1990. Seu cargo em comissão exige prazo para afastamento, e somente para cargos efetivos que esse prazo é de três meses. Em tempos, Samuel Souto sequer fez o concurso da Prefeitura em 2017, consagrando sua desincompatibilização.
O caso de impedimento de candidatura de um sucessor de gestão por inelegibilidade pode ser o primeiro na política do Rio Grande do Norte para esse pleito. E o custo político de mais esse equívoco com o povo de Ouro Branco deve ser jogado na conta da Prefeita Fátima Silva. O atraso no anúncio do seu sucessor e mesmo nomeações de Samuel Souto para ocupar conselhos municipais, são alguns dos fatores que levaram a Prefeita a inviabilizar a candidatura do tesoureiro.
A escolha de Sauel Souto buscava adesões de seus familiares para a base da gestão, mas a confirmação da impossibilidade de sua candidatura pode mudar o rumo da política ourobranquense a partir de agora. Com a insistência na homologação do tesoureiro para majoritária, nas convenções do PL que ocorrem hoje, a expectativa é que o caso ainda dê muito o que falar.

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