O meteorologista e professor universitário, Luiz Carlos Molion,
disse em entrevista ao Sistema Rural de Comunicação, que o inverno de
2019, no Seridó do Rio Grande do Norte, deve ficar ligeiramente a baixo
do normal, algo em torno de 100 milímetros à menos. Não deve ser igual
ao mesmo período de 2012 a 2017, quando tivemos uma estiagem muito
forte. Ele afirma que sua previsão aponta para um inverno abundante em
2020, com chuvas a cima da normalidade.
Perguntado sobre previsão de meteorologistas que apontaram o
surgimento do fenômeno Al Niño no final de 2018 e início de 2019, ele
disse que discorda. “No fundo, o que o pessoal faz é simplesmente copiar o que sai nos Estados Unidos“,
disse. De acordo com Molion, dois institutos norte-americanos
anunciaram a probabilidade de 80% de chance de ocorrer um novo El Niño. “Nesse
caso, eles usam 18 modelos de clima que usam equações matemáticas e
cada um dá um resultado diferente. Então, eles pegam uma média de tudo e
fazem uma previsão por consenso. Eu não gosto desse tipo de previsão.
Eu uso mais uma previsão chamada ‘por similaridade’. Posso dizer que
esse ano de 2019, está muito parecido com o ano de 2001, que foi depois
do violento El Niño que ocorreu em 1997 e 98. Diante disso, a minha
previsão é que não vai haver El Niño, e que as águas do Oceano Pacífico,
elas fiquem a cima da média, com meio grau centígrado pra cima e meio
grau centígrado pra baixo, ou seja, fica numa situação de neutralidade e
se tiver, vai ser um fenômeno fraco“, revela.
Voltando a falar da similaridade, Luiz Carlos Molion, frisa que se
olharmos para os anos passados, pode-se constatar que somente em 2034, é
que teremos um novo evento de estiagem tão forte quando foi registrado
nos últimos anos que afetou o Brasil de forma geral.
“Nós teremos nos próximos 10 anos, chuvas regulares com algumas
variações, mas, nada tão grave quanto o que foi registrado nos últimos
anos“, disse.

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