A indústria Cerâmica Peruana, instalada no município de Jardim do Seridó
e voltada para a produção de telhas e tijolos, está conseguindo
realizar o que é considerado um enorme desafio para o setor: tratar a
emissão de fumaça dos seus fornos, poluir menos e ainda ganhar
produtividade.
-Sebrae/RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande
do Norte), que propõe uma série de intervenções no processo produtivo
tradicional, de modo a torná-lo mais eficiente e cada vez menos
poluente.
- Orientada pelos técnicos do Projeto, a cerâmica instalou um
equipamento que funciona como “lavador de gases”, capaz de filtrar as
partículas expelidas na atmosfera.
- Também foi aprimorado o processo de queima das peças, o que está
resultando na melhoria da qualidade das telhas e tijolos fabricados e
numa redução de perdas de materiais que chega a ficar entre 50 e 60 por
cento. A cada queima, a Cerâmica Peruana produz cerca de 34 mil telhas.
Grande parte da produção da empresa é destinada ao mercado da Bahia.
- O sucesso do Projeto do Sebrae/RN aplicado à cerâmica de Jardim do
Seridó tem tudo para se repetir nos demais polos de cerâmica vermelha do
Estado, integrado por outras 189 empresas do ramo, cuja maioria ainda
recorre à queima rudimentar através dos chamados “fornos caipiras”,
altamente poluentes e consumidores em excesso da lenha oriunda da
caatinga.
- A indústria de cerâmica vermelha potiguar emprega mais de 1,2 mil
pessoas e movimenta uma produção no valor anual de R$ 33,6 milhões. Com a
assistência técnica do Sebrae/RN, a perspectiva é de que, a médio
prazo, não só a produtividade do setor aumente, mas também o padrão de
qualidade e o volume da receita das empresas cresça, tornando o negócio
mais rentável.
Fonte: Jornal de Hoje/via V&C
Um comentário:
EssaCerâmica alem de ser uma grande fonte de renda, da comunidade: Currais Novos. Os donos só procuram fazer a coisa certa. PARABÉNS.
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