Os problemas estruturais, associados à falta de vagas no sistema de
acolhimento aos jovens infratores sentenciados com privação de
liberdade, obrigou o Poder Judiciário a manter em liberdade ao menos 30
adolescentes que praticaram atos infracionais graves no ano passado.
O número refere-se apenas à Comarca de Natal. Os
dados foram repassados pelo juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude,
José Dantas de Paiva.
São jovens com menoridade penal, autores de infrações graves, como
homicídio, mas que o sistema não dispunha das condições para mantê-los
nos centros de recuperação e a Justiça se viu obrigada a "devolver ao
convívio da sociedade". São casos, que no entendimento dos juízes, a
privação da liberdade seria uma das medidas socioeducativas.
Entre janeiro e dezembro do ano passado, somente nas varas da infância e
juventude em Natal, foram abertos 1.015 novos processos contra
adolescentes infratores que praticaram atos infracionais, inclusive os
casos de homicídio.
Fonte: Tribuna do Norte/via Cabo Heronides
Um comentário:
Onde é que estamos,aqui eh Brasil, só faltava isto acontecer, urgente estamos necessitando de uma reforma em tudo inclusiva no poder judiciario deste Brasil,assim não pode continuar.
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