segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Pesquisadores descobrem novo parasita da abelha jandaíra

Durante a realização de pesquisas sobre abelhas nativas da Caatinga no meliponário da Fazenda Experimental da UFERSA, os professores Michael Hrncir e Vera Lucia Imperatriz Fonseca, do Departamento de Ciências Animais da Universidade, descobriram um novo parasita da abelha Melipona subnitida, popularmente conhecida como jandaíra. A abelha é uma espécie endêmica do nordeste brasileiro conhecida por sua resistência à seca e ao calor do sertão e pela produção de um saboroso mel.
A descoberta aconteceu pela observação da presença de algumas células esbranquiçadas nos casulos de quase todas as 50 colônias de abelhas criadas na Fazenda. “Observamos que em algumas colônias mais de 50% das células estavam infestadas por parasitas”, afirmou o professor Michael Hrncir. Ao abrirem o resistente casulo dessas células, os pesquisadores encontraram um parasita com uma cabeça pequena e mandíbula forte no lugar da abelha.

Esse foi o primeiro registro na literatura desse tipo de inseto da espécie Plega hagenella no nordeste brasileiro, assim como o primeiro caso do parasita nascendo em uma célula de cria de abelhas “sem ferrão”. “As abelhas sem ferrão fazem parte de um nicho científico ainda pouco estudado”, frisou o professor. Segundo ele, o mel produzido por esse grupo de abelhas era usado pelos índios para fins medicinais e atualmente sua produção e comercialização é bastante valorizada pelos meliponicultores. “Um litro de mel de jandaíra custa cerca de R$70,00. Em Mossoró, as pessoas criam a jandaíra em seus quintais para vender o mel que ela produz”, frisou o pesquisador.

Fonte: Via AFonte

Um comentário:

Anônimo disse...

Os melipolicultor de Ouro Branco domiman várias técnicas para reprduzir-las. Eles chegam a ter cerca 95% sucesso nas divisões das colônias.