Durante a realização de pesquisas sobre
abelhas nativas da Caatinga no meliponário da Fazenda Experimental da
UFERSA, os professores Michael Hrncir e Vera Lucia Imperatriz Fonseca,
do Departamento de Ciências Animais da Universidade, descobriram um novo
parasita da abelha Melipona subnitida, popularmente conhecida como
jandaíra. A abelha é uma espécie endêmica do nordeste brasileiro
conhecida por sua resistência à seca e ao calor do sertão e pela
produção de um saboroso mel.
A descoberta aconteceu pela observação
da presença de algumas células esbranquiçadas nos casulos de quase todas
as 50 colônias de abelhas criadas na Fazenda. “Observamos que em
algumas colônias mais de 50% das células estavam infestadas por
parasitas”, afirmou o professor Michael Hrncir. Ao abrirem o resistente
casulo dessas células, os pesquisadores encontraram um parasita com uma
cabeça pequena e mandíbula forte no lugar da abelha.
Esse foi o primeiro registro na
literatura desse tipo de inseto da espécie Plega hagenella no nordeste
brasileiro, assim como o primeiro caso do parasita nascendo em uma
célula de cria de abelhas “sem ferrão”. “As abelhas sem ferrão fazem
parte de um nicho científico ainda pouco estudado”, frisou o professor.
Segundo ele, o mel produzido por esse grupo de abelhas era usado pelos
índios para fins medicinais e atualmente sua produção e comercialização é
bastante valorizada pelos meliponicultores. “Um litro de mel de
jandaíra custa cerca de R$70,00. Em Mossoró, as pessoas criam a jandaíra
em seus quintais para vender o mel que ela produz”, frisou o
pesquisador.
Fonte: Via AFonte
Um comentário:
Os melipolicultor de Ouro Branco domiman várias técnicas para reprduzir-las. Eles chegam a ter cerca 95% sucesso nas divisões das colônias.
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